“Não é a ausência de engenharia que causa problemas. É a ausência de gestão.”
Mesmo em instituições com boa infraestrutura, muitos hospitais ainda negligenciam a implementação de um Plano de Gerenciamento de Tecnologias em Saúde (PGTS) estruturado. Essa ausência leva a consequências sérias, que afetam não só a área técnica, mas também as finanças, a segurança assistencial e a conformidade legal.
Aqui estão 3 das consequências mais graves que a falta de um PGTS pode trazer para o seu hospital:
1. Decisões equivocadas por falta de planejamento
Sem um plano estruturado para a gestão do parque tecnológico, os hospitais frequentemente fazem investimentos por impulso, em vez de baseados em critérios técnicos como risco, obsolescência e retorno assistencial. O especialista Fernando MEIRA da Rocha, da EngeHosp, defende a importância de um plano técnico-estratégico que oriente a aquisição e a priorização com base em dados reais.
Sem planejamento, o hospital investe no que é novo. Com planejamento, investe no que é necessário.
2. Riscos em auditorias e fiscalizações
A falta de processos claros e documentados é um grande problema em fiscalizações da Anvisa e acreditações como ONA e JCI. Elas exigem evidências concretas da gestão de equipamentos, incluindo manutenção, criticidade, rastreabilidade e obsolescência. Muitos hospitais só descobrem essa falha tarde demais, no meio de uma auditoria ou após um evento adverso.
3. Comprometimento direto da segurança do paciente
Sem um plano de gestão de riscos, equipamentos com falhas podem continuar em uso, expondo os pacientes a perigos desnecessários. Além disso, a ausência de um plano de contingência para falhas tecnológicas faz com que o paciente pague o preço, enquanto o hospital arca com as consequências jurídicas e financeiras.
O que fazer?
A RDC nº 509/2021 da Anvisa e a ABNT NBR 15943/2011 já exigem processos formais de gerenciamento das tecnologias em saúde. Ignorar esses requisitos expõe o hospital a sérios riscos assistenciais, financeiros e regulatórios.
A boa notícia é que é possível reverter esse cenário. Para mitigar os riscos, é fundamental:
● Implementar um PGTS alinhado às normas e regulamentações atuais. ● Utilizar critérios objetivos para a tomada de decisões, como risco, obsolescência e impacto clínico.
● Reavaliar periodicamente o plano com o apoio de especialistas.
Se seu hospital ainda não tem um PGTS, ele está assumindo riscos todos os dias, mesmo sem perceber. Que tal começar a mudar essa realidade hoje mesmo?